Profecia, justiça e construção da cidade – Daniel Penna

grafite arte urbana QBRK (11)[8]Publicamos hoje o texto de Daniel Penna, um dos participantes do Encontro de Estudo Bíblico de Adolescentes. O Dani trabalha temas como opressores-oprimidos, justiça, profecia, utopia e os processos políticos e projetivos de construção de uma cidade. A “cidade”, aqui, tem sentido da pólis ou civitas da tradição: o lugar político e cidadão. Todos os insights estão apresentados num panorama geral do livro bíblico de Miquéias:

Miquéias foi um profeta de Morasti-Gat em Judá, na época dos Reis Jotão, Acaz e Ezequias (ver 2º livro dos Reis, capítulos 15, 16 e 17). O livro de Miquéias fala muito sobre coisas ruins e problemas na politica da região. O assunto política é bem visivel nesse livro, por causa de citações e presença de graus hierarquicos muito bem definidos entre oprimidos e opressores. O livro apresenta dois tipos de profeta: os falsos profetas, que respondem aos governantes, e os reais profetas que respondem ao povo. Os falsos profetas são aqueles que falarão aquilo que é agradavel ao ouvido, até mesmo mentiras. Já os profetas reais são aqueles que sempre falarão a verdade, independente se ela é agradavel ou não.

Miquéias era um profeta real do povo, ele prega contra a injustiça e pecado dos opressores que são os governantes.  

Para um rei ser considerado bom, ele precisa saber aplicar bem as leis e precisa ser justo. Há um questionamento sobre o que é justiça, ao meu ver justiça tem o mesmo significado que tem no livro de Ísaias (1:16-23), que a justiça é “libertar o oprimido”, e em Miquéias isso se encaixa perfeitamente, pois ele quer libertar o povo oprimido. O profeta cita que os governantes gritarão por socorro, porém não haverá ninguem para ajuda-los.

Até o capítulo 4, Miquéias prega apenas desgraça, dor, faz acusações, porém neste capítulo ele traz algo novo, ele traz uma utopia, do reino de Deus, no monte mais alto. Essa utopia traz esperança ao povo. Ele também faz a profecia da vinda de um messias, que viria do próprio povo e libertaria o povo. Miquéias diz que o reino de Deus terá as cidades com problemas da história como base material. Porém, com isso, podemos pensar no seguinte: as cidades não eram os problemas, e sim as pessoas. O problema não é a cidade e sim como foi construída. O caminho que você traça para conquistar ou fazer algo é muito mais importante que o final. Temos que nos preocupar mais com o caminho que traçamos, e menos com o fim; se traçarmos o caminho com sabedoria, dignidade e honestidade, não importa o fim que terá, o fim pode não ser bom da mesma forma, porém o caminho feito já te satisfará.

 

 

Daniel Penna

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